terça-feira, 14 de junho de 2016

Arquitetos alemães querem produzir no Brasil fachada que filtra poluição do ar

Feito com nanotecnologia, material está sendo empregado em vários países, mas enfrenta burocracia para ser trazido ao Brasil, dizem seus criadores.



Em busca de soluções para reduzir a poluição atmosférica, uma dupla de arquitetos de Berlim desenvolveu uma fachada inteligente que purifica o ar e criou um material de construção que ajuda a reduzir os níveis de gases do efeito estufa.
Ambas as tecnologias poderiam ajudar a solucionar problemas de muitas cidades brasileiras. Porém, uma tentativa de construir uma fachada antipoluição no Brasil já fracassou devido à burocracia.
Criada pelos arquitetos Allison Dring e Daniel Schwaag, a fachada Prosolve começou a ganhar destaque em 2008, quando seu protótipo foi exposto no pavilhão da Alemanha na Bienal de Arquitetura.
Em 2013, os arquitetos entregaram o primeiro grande projeto com esse sistema: uma fachada de 2,5 mil m² construída em frente a um hospital na Cidade do México. A ideia era melhorar a qualidade do ar em torno do local.
O sistema Prosolve contém um revestimento feito de uma nanoestrutura de dióxido de titânio. Ao ser ativado pela luz solar, esse revestimento funciona como um filtro, neutralizando óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis que entram em contato com sua superfície. O formato dos módulos auxilia na potencialização desse efeito.
Com o sucesso do projeto no México, apareceram interessados em levar a fachada para Brasil, segundo Schwaag. Para isso, porém, seria necessário importar os módulos produzidos na Alemanha, mas isso acabou se tornando um empecilho.
Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/06/arquitetos-alemaes-querem-produzir-no-brasil-fachada-que-filtra-poluicao-do-ar.html



Nanotecnologia Inserida na Arquitetura:

O envoltório das edificações não pode mais ser meramente composto por fechamentos; trata-se de interface com o meio ambiente externo, devendo interagir com ele de forma a não apenas aproveitar seus recursos (visuais e energéticos, entre outros) mas a adaptar-se a sua dinâmica complexa. Para isso, a biomimética e a nanotecnologia são essenciais.
Um exemplo é a torre desenhada por Agustin Otegui: o conceito baseia-se numa “pele” de componentes nanotecnológicos, turbinas fotovoltaicas minúsculas que capturam as energias solar e eólica, além de absorver CO2 da atmosfera (originalmente com o nome de “Nano Vent-Skin” – NVS). A camada externa da estrutura absorve energia solar através de uma pele fotovoltaica orgânica, repassando-a através de nanofibras dentro dos nanofios, indo a locais de armazenagem (processa-se por paineis delimitados).
Cada turbina gera energia através de reações químicas simples, baseadas em diferenças de polarização. Cabe então à camada interna de cada turbina absorver o CO2 atmosférico, no contato com o vento.
Os paineis possuirão, ainda, sensores em cada vértice. Sua função é monitorar possíveis danos para, a exemplo de um organismo vivo, corrigi-los tão logo ocorram (um processo que se baseia em conceitos como a auto-organização de nanocomponentes, enviados de uma central de monitoramento através dos nanofios).
Intrigante, não? Porém, sendo a nanotecnologia a maior aposta da ciência e da indústria atualmente, é apenas uma questão de tempo até que conceitos como este comecem a aparecer na forma de protótipos. A revolução nanotecnológica já está em curso. Fonte: Arquitetogeek.com

Fonte: http://www.arquitetura.com.br/nanotecnologia-e-arquitetura-inteligente/

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Arquitetura auto sustentável: Utopia ou realidade?






Arquitetura  auto sustentável: Utopia ou realidade?



A preservação do meio ambiente como indissociável do desenvolvimento, e indispensável à erradicação da pobreza e a inserção social, é o mais próximo do conceito atual de sustentabilidade e envolve a superação de muitos desafios. Porém, a alternativa, como diz Hobsbawn, “é a escuridão”

Durante muito tempo, crescimento econômico e desenvolvimento foram quase que sinônimos. No Brasil, a expressão “deixar o bolo crescer para depois reparti-lo” esteve em grande evidência durante o boom econômico dos anos 1970, antes do choque do petróleo.
Esta ideia, de larga aceitação em alguns círculos governamentais da época, foi formulada pelo economista norte-americano Simon Kuznets, Prêmio Nobel de Economia em 1971.
Era sustentada por evidências ocorridas em alguns países de que a expansão da renda promovia concentração em um primeiro momento, mas, em fase subsequente, após seu crescimento, haveria uma tendência à distribuição. Hoje sabemos que pode haver crescimento econômico sem que haja desenvolvimento.
Em vários países ocidentais, o crescimento econômico precedeu o desenvolvimento ou ocorreu de forma simultânea. Já no Leste Asiático, países como o Japão, Coreia e China, entre outros, atingiram níveis de desenvolvimento superiores ao massificar os investimentos em saúde e educação, antes mesmo de superar os patamares da pobreza.
O crescimento do mercado interno, com a apropriação crescente de novas tecnologias e uso intensivo em mão de obra para aumentar o valor agregado da produção, é outra característica relevante dos processos de desenvolvimento bem-sucedidos – já que a demanda mundial por produtos e serviços com essas características é bem superior à das matérias-primas e dos produtos de baixo valor agregado.
Padrão de consumo irreproduzível
Outra constatação importante é de que o padrão de consumo praticado nos países chamados desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, é impossível de ser reproduzido em todo o globo. Seja pela insuficiência de capitais e recursos tecnológicos, seja pela incapacidade de fornecimento de matérias-primas.
Os cidadãos dos Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão consomem em média 32 vezes mais recursos – como, por exemplo, combustíveis fósseis – e geram 32 vezes mais rejeitos do que os países pobres. Em prazo muito curto haveria um colapso ambiental decorrente da falta de água, energia, alimentos e demais insumos básicos e a poluição do ar, da terra e da água se tornariam insuportáveis.
Este conjunto de países, graças ao acúmulo de capital, inovações tecnológicas e o desenvolvimento de seus mercados internos, tornou possível que grande parcela de suas populações, urbanizadas em consequência da industrialização, conquistassem melhores e diversificados padrões de consumo.
Contudo, a conciliação de crescimento econômico e conservação do meio ambiente é ideia nebulosa e incerta, que não deve ocorrer no curto prazo, mesmo que, de forma isolada, em algumas atividades ou locais.
Certamente dependerá de soluções tecnológicas que ainda não estão disponíveis e de um controle demográfico que deve envolver o planeta como um todo e que, via de regra, é obtido com a melhoria dos padrões de desenvolvimento e bem-estar social. Este é um dos paradoxos que deveremos enfrentar.
Assimetria Norte-Sul
Em decorrência dessa circunstância histórica, originou-se a denominada assimetria Norte/Sul, agravada pelo processo de globalização, que ampliou o poder das empresas transnacionais e do capital financeiro e reduziu o papel regulador dos estados nacionais, determinando um processo de concentração de renda em escala mundial, em patamares nunca vistos.
Diante da concreta possibilidade e justa aspiração de desenvolvimento dos países que ainda não atingiram padrões satisfatórios de bem-estar social, é determinante, como proposto pelas Conferências das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente de 1992, 2002 e 2012, que se estreite a cooperação econômica e tecnológica Norte/Sul e Sul/Sul. E que, sob mediação da ONU, todos os habitantes do planeta sejam possuidores das mesmas oportunidades.
A continuidade do quadro atual, alimentado pela equivocada noção de que o desenvolvimento é perpétuo, os bens naturais são integralmente recicláveis e reaproveitáveis e o capital natural não tem custo ou é muito baixo, pode nos levar a um futuro de difícil previsibilidade.
A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada em 1992, conhecida como Rio-92, estabeleceu os princípios necessários para uma convivência harmoniosa do homem com o meio ambiente, na denominada Agenda 21.
Conceito de desenvolvimento sustentável
Os princípios aí consagrados definiram os contornos do conceito de desenvolvimento sustentável, a par das controvérsias que perduram entre os especialistas, desde aqueles que propõem limites ao crescimento econômico até os que os consideram inexequíveis ou incompatíveis com a conservação da natureza.
A proposta de compromisso com a preservação do meio ambiente para as atuais e futuras gerações como indissociável do conceito de desenvolvimento, e que preconiza ser indispensável à erradicação da pobreza e a inserção social, é a que mais de perto determinou o que se entende hoje como sustentabilidade, sem reduzir a importância dos demais princípios.
Apesar de a população da Terra ter atingido recentemente sete bilhões de habitantes, sete vezes mais do que no primeiro quartel do século 19, nunca existiu tanta fartura e disponibilidade de meios.
E, embora parte considerável da humanidade, cerca de 20%, viva, segundo o Banco Mundial, abaixo da linha de pobreza – com US$1,75/dia – a riqueza acumulada seria suficiente para garantir a todos satisfatórias condições de qualidade de vida.
Diante desses números, a superação de alguns desafios é essencial. São eles: 1) restabelecer as relações entre economia e ecologia; 2) controlar o crescimento populacional; 3) controlar o crescimento econômico e incentivar a distribuição de renda; 4) aumentar o consumo dos países pobres e emergentes; 5) universalizar e baratear as inovações tecnológicas.
Nova postura ética
Estamos diante de desafios que exigirão de todos os países e nações, organismos internacionais, empresas e pessoas, uma nova postura ética, política e cultural, que supere os conflitos que nos acompanharam até hoje.
Sem um esforço que transcenda os interesses imediatos de cada país, ou bloco de países, que reduza substancialmente os padrões de consumo e de impacto sobre a natureza, estaremos em uma situação insólita.
Pois, além do rápido declínio dos recursos renováveis e não renováveis, e de desastres ecológicos em grande escala – vide a atual crise de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo – corremos um elevado risco de conflitos multinacionais.
Vale citar o que escreveu, de maneira contundente, o intelectual e historiador Eric Hobsbawn, recentemente falecido, no epílogo de seu livro A Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991:
“Não sabemos para onde estamos indo. (…) Só sabemos que a história nos trouxe até esse ponto e – se os leitores partilham da tese deste livro – por quê? Contudo, uma coisa é clara. Se a humanidade quer ter um futuro reconhecível, não pode ser pelo prolongamento do passado ou do presente. Se tentarmos construir o terceiro milênio nessa base, vamos fracassar. (…) E o preço do fracasso, ou seja, uma alternativa para uma mudança da sociedade é a escuridão.”
REFERENCIA

Disponivel em: http://brasildebate.com.br/desenvolvimento-sustentavel-alternativa-ou-utopia/. Acessado em:13 jun 2016.

Designer constrói incrível casa autossustentável no Havaí com menos de R$ 70 mil

 Tem gente que adora procurar motivos para dizer que uma vida mais simples é mais difícil do que parece… e tem gente que vai lá e prova o contrário. É o caso da designer americana Kristie Wolfe, que construiu uma casa de madeira e bambu no Havaí.
Detalhe que Kristie já havia construído uma casinha econômica em sua cidade, Boise, em Idaho, EUA, com apenas 3 mil dólares, onde ela vive atualmente. Sua casa de praia custou 11 mil em materiais e 8 mil pelo terreno (o que, ao câmbio atual, dá um pouco menos que R$ 70 mil). Além disso, a designer inclui ainda 4 mil dólares entre passagens aéreas, caminhões para frete e alimentação, totalizando 23 mil.







A casa foi toda planejada por Kristie, e construída em conjunto com sua mãe. Toda a estrutura é feita de madeira e bambu, e, como se não bastasse, a casa é autossustentável. Painéis captam energia solar para garantir a eletricidade, um sistema coleta água da chuva e tem até umcombo pia-privada que aproveita a água usada na torneira para dar descarga.





A construção conta com um quarto, um banheiro e espaço para uma cozinha, que Kristie ainda não finalizou. Mesmo com toda a simplicidade, a designer não abriu mão do estilo, com lustre feito à mão, portas de vidro de correr e muitas plantas. Tem também um espaço embaixo da casa com um trampolim transformado em uma espécie de cama.
E, como a dona não fica lá o tempo todo, a casa fica disponivel. 

Disponivel em: http://www.hypeness.com.br/2016/04/designer-constroi-incrivel-casa-autossustentavel-no-havai-com-apenas-11-mil-dolares/ Acessado em: 13/06/2016


A Arca: Autossustentável e Resistente à Desastres

O projeto chamado simplesmente “Arca”, criando pelo russo Alexander Remizov do Remistudio, consiste em um edifício bioclimático com sistemas de suporte de vida independentes em um ciclo de funcionamento fechado e que pode ser construído em terra ou mar. Segundo os criadores, a Arca é capaz de resistir às condições ambientais extremas e mudanças climáticas. O projeto foi concebido com base na experiência internacional recebida pelo programa de trabalho da União Internacional de Arquitetos (UIA), a “Arquitetura de Auxílio contra Desastres”.





Fonte: FURUTO, 2011

A estrutura é composta por arcos de madeira e cabos de aço e coberta por uma película especial feita de Etil tetrafluoretileno (ETFE). Essa é uma película forte, altamente transparente, autolimpante, reciclável, mais durável, mais econômica e mais leve do que o vidro. A fixação desta película à estrutura é feita por perfis de metal especiais, os quais servem ao mesmo tempo como coletores termossolares para aquecimento de água e como calhas destinadas a recolher a água da chuva a partir da superfície do telhado. A forma do edifício é conveniente para colocar as células fotoelétricas em um ângulo preciso para captar a energia do Sol.


Fonte: FURUTO, 2011

A forma de cúpula auxilia a aglomeração do ar aquecido na parte superior. Este calor é recolhido em acumuladores de calor sazonais, em acumuladores elétricos e de hidrogênio, a fim de proporcionar um fornecimento ininterrupto de energia para todo o complexo, independente das condições ambientais externas. No entanto, o calor do ambiente circundante (do ar exterior, da água ou do solo) também pode ser utilizado. O edifício pode produzir energia extra para o abastecimento de casas no entorno e meios de transporte "verdes".
Fonte: FURUTO, 2011

Todos os resíduos gerados no interior do edifício são utilizados por queima ou por pirólise livre de oxigênio.
Através do telhado transparente há luz suficiente penetrante para as plantas e para iluminar as salas interiores. A propósito
A vegetação é capaz de criar um espaço mais atraente e confortável e na Arca é escolhida de acordo com os princípios de compatibilidade, iluminação e eficiência na produção de oxigênio. A cobertura transparente permite que haja luz penetrante o suficiente para as plantas e também para iluminar as salas interiores. O projeto tem um layout livre, que possibilita adaptação às diferentes funções.



Fonte: FURUTO, 2011


REFERÊNCIAS:
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Arca Flutuante é Autônoma e Autossustentável, 2011. Disponível em: < http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=arca-flutuante-autossustentavel&id=010125110112#.V1zTGrsrLIV> Acesso em: 13 jun. 2016
FURUTO, A. The Ark / Remistudio. Archdaily, 2011. Disponível em: < http://www.archdaily.com/103324/the-ark-remistudio> Acesso em: 13 jun. 2016.
VDOVENKO, A. Remistudio’s Massive Floating Ark Battles Rising Tides, 2014. Inhabitat. Disponível em: <http://inhabitat.com/remistudios-massive-ark-building-can-save-residents-from-flood/> Acesso em: 13 jun. 2016




Edifício Com Nanotecnologia:

Um novo Museu Escultural Cívico de Planejamento Urbano no Nordeste da China


O edifício usa um fotocatalítico nano-revestimento de dióxido de titânio na tela e para chuva, zinco exterior para neutralizar a poluição do ar e remover a sujeira. A reação de limpeza é mantida 24 horas por dia, usando luzes UV na fachada à noite que são alimentados por células fotovoltaicas. O sistema de iluminação será o símbolo de uma flor de florescência, o principal brilho dourado virado para o oeste em direção aos prédios do governo e da CBD.  Na fachada, uma camada interna de alumínio usa um revestimento de polímero que aumenta os valores de isolamento por 10-20 por cento, e oferece resistência marinha e fungos . Esses nano-revestimentos são nada mais do que tintas simples e irão fornecer uma performance dramática com um custo mínimo. 
O uso da auto-limpeza do nano-revestimento na fachada irá manter a pele limpa de toda a sujeira e manchas orgânicas durante anos sem qualquer manutenção. O prédio também minimiza fachadas leste a oeste e puxa todas as entradas longe dos ventos do norte para maximizar a energia solar passiva. O governo espera que o projeto irá inspirar idéias verdes e mais design sustentável na cidade.



http://44arquitetura.com.br/2013/11/um-novo-museu-escultural-civico-de-planejamento-urbano-no-nordeste-da-china/ Acessado em:13/06/2016 Às 14:18

Masdar City: A cidade do futuro nasce no deserto árabe



Masdar City: A cidade do futuro nasce no deserto árabe







A praça central Masdar Plaza será repleta de toldos que abrem e fecham durante o dia.
A primeira cidade carbono-zero é uma visão do futuro que está virando realidade em pleno deserto árabe. Em construção nas areais do emirado de Abu Dhabi, Masdar City quer se tornar um exemplo mundial de comunidade sustentável e auto-suficiente em energia - a qual será garantida quase na totalidade por sistema solar.


O maior prédio de escritórios da cidade terá painéis fotovoltaicos para produzir energia.
A iniciativa vai abrigar 40 mil habitantes e 1,5 mil empresas de tecnologia limpa, além do já operante Masdar Institute of Science and Technology, uma universidade com foco em pesquisa e inovação, desenvolvida em cooperação com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Imperial College.
Todas as ruas de Masdar contarão com prédios projetados em ângulos que facilitam a criação de sombras e ajudam na manutenção de uma temperatura agradável. A cidade estará livre de consgestionamentos - o sistema de transporte, todo elétrico, vai operar no subsolo.
Também será instalada, na região, a sede da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) que hoje funciona em Abu Dhabi. O Emirado planeja suprir 7% de suas necessidades energéticas com fontes renováveis em apenas uma década. Há dois anos em construção, sob tutela da firma Foster & Partners, e orçada em 22 bilhões de dólares, Masdar City deverá ser concluída em 2016. Veja mais detalhes na galeria de fotos.

REFERÊNCIA:


Barbosa,Vanessa. Masdar city: A cidade do futuro nasce no deserto arabe. Revista Exame.com, Sao Paulo. 20/02/2011 Editora. Abril S.A Disponível em: http://exame.abril.com.br/tecnologia/album-de-fotos/masdar-city-cidade-do-futuro-nasce-no-deserto-arabe#5 Acesso em: 13 jun. 2016

Cimento que brilha e é recarregado com energia solar


Cimento que brilha é alimentado por luz solar

O professor José Carlos Rubio, da Universidade Michoacana, no México, criou um cimento capaz de brilhar em todas as cores.
Além da incorporação do material capaz de absorver a luz do Sol para se recarregar, e mais tarde reemitir a energia na forma de luz, o cimento teve que ser modificado para criar cristais que permitam que a entrada de luz.
Objetivo: o cimento que brilha possa melhorar a sinalização de ruas e estradas, assim como servir de efeito decorativo em calçadas e praças.

Como foi feito?
O cimento comum, que é opaco, é preparado a partir de um pó que é misturado com água. "Nesse momento começa a se formar um 'gel', semelhante ao que é usado no cabelo, mas muito mais sólido e resistente; também se criam flocos ou cristais que são indesejáveis no cimento endurecido," explica o professor.
O seu trabalho consistiu justamente em otimizar a formação desses cristais, que são indesejáveis no cimento comum, mas que permitem a passagem da luz. Além disso, a consistência do cimento precisa ser ainda mais parecida com a de um gel, ainda que ele se solidifique.
Enquanto os materiais fluorescentes existentes - geralmente plásticos - deterioram-se rapidamente devido à ação da luz ultravioleta, Rubio garante que o material que ele utilizou tem uma durabilidade de até 100 anos.
Como o material ainda está sendo patenteado, o pesquisador não revela sua formulação. Também não foram divulgados dados sobre a resistência do cimento que brilha.




Disponível em: <http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cimento-brilha-alimentado-luz-solar&id=010125160427#.V19DMcPR9dh>

Acesso em: 13/06/2016

Nanotecnologia para a Autossuficiência

A nanotecnologia pode ser conceituada como o conjunto de técnicas para a criação de estruturas em escala nanométrica a partir da manipulação de átomos e moléculas. Essa manipulação pode resultar em mudanças surpreendentes das propriedades da matéria, devido aos seus efeitos quânticos. Para ilustrar, podemos citar o exemplo do diamante e da grafite. Ambos são compostos de carbono, mas as moléculas estão arrumadas de maneira diferente em cada um, o que confere características distintas.
Em 1959, em uma palestra no Instituto de Tecnologia da Califórnia, o físico Richard Feynman, sugeriu que os átomos poderiam ser organizados, conforme a necessidade, desde que não houvesse violações às leis da natureza. Com isso, materiais com propriedades inteiramente novas poderiam ser criados. De acordo com a proposta de Feynman, através da Nanotecnologia é possível criar materiais e desenvolver produtos e processos baseados na capacidade da tecnologia moderna de ver e manipular átomos e moléculas. Nanotecnologia não é uma tecnologia específica, mas todo um conjunto de técnicas baseadas na Física, Química, Biologia, na Ciência e Engenharia de Materiais e na Computação, que visam estender a capacidade humana de manipular a matéria até os limites do átomo.
Na construção civil a nanotecnologia é importante porque as manipulações em escala nanométrica podem tornar os materiais mais leves e resistentes, utilizando menos matérias-primas e energia. São, então, uma grande promessa de uma nova geração de materiais com propriedades controladas e otimizadas, para diferentes aplicações.
No quadro abaixo estão listadas algumas das aplicações da nanotecnologia para a construção civil.
Fonte: (LIMA NETO, 2013)

Entendido o significado da nanotecnologia e aplicação na Construção civil, podemos afirmar que a nanotecnologia é uma ferramenta importantíssima na busca da autossuficiência na Arquitetura. A nanotecnologia pode ser aplicada em sistemas de energia solar e isolamento térmico, por exemplo, tornando os edifícios mais eficientes energeticamente e diminuindo os custos.
Outros exemplos de aplicação da nanotecnologia para impulsionar as construções verdes, além do isolamento térmico e sistemas de energia solar, são os avanços na filtragem de água e ar, a iluminação e os componentes estruturais. Acredita-se também que a nanotecnologia pode auxiliar na construção de casas populares sustentáveis, pois pode reduzir os custos de produção de maneira considerável.
Portanto, a nanotecnologia 

REFERÊNCIA:


LIMA NETO, E. R. Aspectos relevantes da nanotecnologia e sua aplicação na construção civil. Revista Especialize On-line, Goiânia. 6 ed. n. 6 v.1. 2013. Disponível em: <http://www.bussinesstour.com.br/uploads/arquivos/24c62bebd452a5ccb50b7cb4448335cc.pdf> Acesso em: 13 jun. 2016

domingo, 12 de junho de 2016

Cimento condutor de eletricidade

 Já imaginou um cimento que consegue aquecer e evitar a formação de gelo nos edifícios?
Isso já existe, foi inventado por engenheiros da universidade de Aliacante , na Espanha. Isso tudo foi obtido graça aos nanotubos de carbono. Para ter um cimento que seja eficaz como elemento de aquecimento, ele deve ter uma baixa resistividade. Já os concreto comuns são maus condutores de eletricidade.



O ponto positivo desse material é que ele consegue aquecer um edifício e evitar a formação de gelo em infraestruturas como ruas, estradas, pistas e outros elementos. O mais importante é que ele utiliza um consumo mínimo da energia. Um outro ponto é que pode ser utilizado em qualquer construção sem prejudica-la e não interrompe na durabilidade.
O que vocês acham sobre esse concreto?

Fontes:


sábado, 11 de junho de 2016

Janela inteligente regula luz e calor de forma independente


Em 2013 pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos EUA desenvolveram um revestimento para janela capaz de regular a luz e o calor de forma independente que promete trazer conforto e economia de energia para casas e edifícios. O revestimento, feito com nanocristais ajustáveis eletricamente, permite controlar de forma independente a passagem da luz e do calor do Sol.
Assim, ao apertar de um botão, os moradores poderão selecionar se querem o aquecimento do Sol - no inverno - ou apenas a luz, deixando o calor de fora - no verão.

Em 2015 o revestimento foi aprimorado a onde se obteve novas funções, eles obtiveram dois avanços significativos na manipulação dos seus materiais eletrocrômicos: um modo frio altamente seletivo, e um modo quente mais eficiente.
(Eletrocrômicos são materiais que mudam de cor pela aplicação de uma corrente elétrica.)
O modo frio do material permite controlar até 90% do calor e até 80% da luz visível. O chaveamento do modo frio para o modo quente, ou seja, fazer a janela inteligente mudar de comportamento, leva apenas alguns minutos.
A equipe otimizou o material organizando os dois componentes do compósito de forma a criar uma rede porosa, mas interpenetrante, criando rotas para o transporte de cargas eletrônicas e iônicas. Essa organização permite uma troca rápida entre os modos de operação.
O objetivo agora é desenvolver uma técnica de estruturação do nanocompósito eletrocrômico que possa ser utilizado em escala industrial a um custo competitivo.

Bibliografia
Nanocomposite Architecture for Rapid, Spectrally-Selective Electrochromic Modulation of Solar Transmittance
Jongwook Kim, Gary K. Ong, Yang Wang, Gabriel LeBlanc, Teresa E. Williams, Tracy M. Mattox, Brett A. Helms, Delia J. MillironNano LettersVol.: 15 (8), pp 5574-5579DOI: 10.1021/acs.nanolett.5b02197
Anna Llordés, Guillermo Garcia, Jaume Gazquez, Delia J. Milliron
Nature
Vol.: 500, 323-326
DOI: 10.1038/nature12398
Disponível em: <http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=janela-inteligente-bloquear-80-luz-ou-calor&id=010125150915#.V1x80SgrLIV> 
Acesso em 11/06/2016.

Tunable near-infrared and visible-light transmittance in nanocrystal-in-glass composites


Disponível em: <hhttp://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=janela-inteligente-regula-luz-calor-forma-independente&id=010125130815#.V1x83igrLIU> 

Acesso em 11/06/2016.

Revestimento transforma vidro em supervidro


O Instituto de Engenharia Biologicamente Inspirada de Harvard, nos Estados Unidos, utilizando nanotecnologia, criou um revestimento que, quando aplicado por cima do vidro, tem a capacidade de torna-lo mais resistente e autolimpante. O material é mais um dos frutos do trabalho da equipe da Dra. Joanna Aizenberg, que chefia o Instituto.

O revestimento poderá ser usado para criar lentes resistentes a arranhões para óculos, janelas autolimpantes, painéis solares que não perdem a eficiência por causa da poeira e novos dispositivos médicos.

Composição
Para criar o revestimento, Nicolas Vogel e seus colegas começaram com nanopartículas esféricas de poliestireno colocadas sobre uma superfície plana.
A seguir, derramaram vidro líquido sobre elas, até que as nanopartículas fossem cobertas até à metade.
Depois que o vidro se solidificou, eles queimaram as pequenas esferas de poliestireno, deixando uma rede de crateras que lembra um favo de mel.
Eles, então, recobriram a estrutura com o mesmo líquido lubrificante usado no seu material escorregadio original.
"A estrutura de favo de mel é o que confere a estabilidade mecânica para o novo revestimento," disse Aizenberg.
Ajustando a largura dos "favos" para torná-los menores do que o diâmetro do comprimento de onda da luz visível, os pesquisadores impedem que o material reflita a luz.
Isto fez com que as lâminas de vidro recobertas com o revestimento tornem-se completamente transparentes e antirreflexivas.
A equipe agora está aprimorando seu método para recobrir peças curvas de vidro, assim como materiais plásticos transparentes, além de adaptar a técnica para o ambiente industrial.


Bibliografia
Transparency and damage tolerance of patternable omniphobic lubricated surfaces based on inverse colloidal monolayers
Nicolas Vogel, Rebecca A. Belisle, Benjamin Hatton, Tak-Sing Wong, Joanna Aizenberg
Nature Communications
Vol.: 4, Article number: 2167
DOI: 10.1038/ncomms3176
Disponível em: <http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=supervidro&id=010160130819#.V1xgXigrLIV> 
Acesso em 11/06/2016